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O Globo: Lula de 2023 “tem muito a aprender” com Lula de 2003

por Alexandro Zinho
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Jornal criticou a falta de habilidade fiscal e econômica de Lula em seu terceiro mandato.

O jornal carioca O Globo publicou um editorial, nesta sexta-feira (3), criticando a conduta do presidente Lula (PT) na condução do país, principalmente no tocante ao demérito fiscal pujante. Nesta semana, o petista amargou alguns editoriais de jornais que também o condenaram pelo andamento desencontrado de sua gestão.

O artigo fala, inicialmente, do previsível fracasso fiscal oriundo de uma meta inalcançável, criada para fabricar euforia e otimismo no mercado financeiro. Mas que, logo em seguida, não se sustentaria, produzindo uma desconfiança acachapante para a atual gestão.

– Todos confiaram que, depois do descontrole orçamentário promovido pela PEC da Transição, haveria ao menos grande esforço para reequilibrar as contas públicas – diz trecho do posicionamento.

O texto contradita a declaração de Lula tentando mitigar os efeitos de não conseguir bater a meta de zerar o déficit das contas públicas.

– Metas fiscais estão longe de ser “absolutamente nada”, como quer Lula. É por meio delas que o governo informa à sociedade e ao mercado como lidará com as finanças do Estado. Pelos cálculos do Tesouro Nacional, equilibrar as contas no ano que vem significaria que a dívida pública voltaria a cair em 2025, depois de alcançar 76% do PIB [ela era de 51% em 2013, atingiu o pico de 87% em 2020 e voltará a subir neste ano].

O artigo explica que “se um país gasta mais do que arrecada, sem a perspectiva de equilíbrio, o governo semeia desconfiança na própria solvência, principal pilar da estabilidade monetária”.

– Eles [os pobres] é que mais sofrem com a retração da economia trazida pela necessidade do governo de pagar mais pelos empréstimos que contrai. Eles é que mais sofrem com o descontrole dos preços por não disporem de meios de preservar o poder de compra do pouco que ganham – observou.

A publicação conclui trazendo um paralelo entre as convicções de um Lula mais atento às expectativas do mercado e sua funcionalidade sistemática, em 2003, e um Lula perdido entre discursos, metas ilusórias, e ausência de ações bem-sucedidas e resultados positivos concretos.

– Em 2003, Lula jamais cometeria erro tão primário quanto achar que os pobres perdem com a disciplina fiscal. Em 2023, mal finge aceitá-la e na primeira oportunidade lança pelos ares a primeira meta que ele mesmo se impôs. Depois de duas décadas de retrocesso, o Lula de 2023 teria muito a aprender com o Lula de 2003.

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