Esse dia é destinado para lembrar a importância de promover o respeito e a inclusão de pessoas com transtornos mentais na sociedade, além de combater preconceitos e práticas de internação em manicômios, que violam os direitos humanos e não são baseadas em evidências científicas.
A luta antimanicomial surgiu nos anos 70, no Brasil, como um movimento que questionava o modelo hegemônico de tratamento dos transtornos mentais, que priorizava a internação em instituições isoladas e desumanas. A partir da mobilização de trabalhadores da saúde, familiares e usuários, foram propostas políticas e práticas de atenção integral à saúde mental, baseadas na valorização da autonomia, da participação social e da diversidade.
Atualmente, o movimento da luta antimanicomial é reconhecido internacionalmente como um marco histórico na reforma psiquiátrica, e tem influenciado a construção de políticas públicas em diversos países. No Brasil, apesar dos avanços obtidos ao longo das últimas décadas, ainda há desafios a serem enfrentados para consolidar um sistema de saúde mental universal, integral e de qualidade, que respeite os direitos humanos e as singularidades das pessoas com transtornos mentais.

A equipe do PAM (Posto de Assistência Médica de Dourados), composta por psicólogos, psiquiatras, Assistência Social e coordenadora, está empenhada em promover a conscientização sobre a necessidade de uma atenção humanizada e respeitosa aos usuários dos serviços de saúde mental. Todos estão convidados a participar desse momento de celebração e reflexão sobre os direitos das pessoas com transtornos mentais.
A equipe do PAM, estará amanhã na Praça Antônio João, das 7:30 as 11:00hs para promover um evento em comemoração ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância de lutar pela inclusão social das pessoas com transtornos mentais e pela humanização dos serviços de saúde mental. Todos estão convidados a participar dessa iniciativa tão importante!
O evento contará com atividades, apresentaçõe, músicas, além de uma roda de conversa sobre o tema da luta antimanicomial. Haverá também a distribuição de material informativo e a divulgação de serviços de saúde mental disponíveis na cidade.
